Aparelho intraoral para apneia do sono: como funciona e quando é indicado?
A apneia obstrutiva do sono é uma condição caracterizada por episódios repetidos de obstrução parcial ou completa das vias aéreas durante o sono. Essas interrupções podem comprometer a oxigenação, fragmentar o sono e afetar a saúde e a qualidade de vida.
Embora o CPAP seja uma das principais opções de tratamento, existem pacientes para os quais o aparelho intraoral de avanço mandibular (AIO) pode ser indicado. Essa modalidade faz parte da Odontologia do Sono e exige avaliação individualizada, diagnóstico médico e acompanhamento odontológico.
O que é o aparelho intraoral para apneia do sono?
O aparelho intraoral de avanço mandibular é um dispositivo utilizado durante o sono para manter a mandíbula em uma posição mais anterior. Ele é composto por duas placas personalizadas que se adaptam às arcadas dentárias superior e inferior, conectadas por um mecanismo que permite regular o posicionamento mandibular.
Ao promover o avanço da mandíbula, o dispositivo modifica a relação entre a língua, os tecidos da garganta e a via aérea superior, contribuindo para reduzir sua tendência ao estreitamento e ao colapso durante o sono. O aparelho é confeccionado individualmente, considerando as características anatômicas, dentárias e funcionais do paciente.
Como o aparelho intraoral atua durante o sono?
Em pessoas com apneia obstrutiva, determinadas características anatômicas e fisiológicas somadas a redução do tônus muscular que ocorre durante o sono, favorecem o fechamento repetido da via aérea superior. O aparelho de avanço mandibular atua mecanicamente para reduzir essa obstrução.
Diferentemente do CPAP, que utiliza pressão positiva de ar para manter a via aérea aberta, o aparelho intraoral modifica a posição mandibular. Os dois tratamentos possuem mecanismos distintos e podem ser considerados de acordo com as necessidades de cada paciente.
Para quem o aparelho intraoral é indicado?
A indicação depende do diagnóstico médico, da gravidade da apneia, das preferências do paciente, da avaliação odontológica e de outros fatores clínicos. De maneira geral, o aparelho intraoral pode ser considerado em situações como:
Pacientes com apneia obstrutiva do sono para os quais essa modalidade seja clinicamente apropriada.
Pessoas que não toleram o CPAP ou preferem uma alternativa, após discussão com o médico responsável.
Pacientes com ronco primário.
Situações específicas em que o aparelho integra uma estratégia terapêutica mais ampla.
Em quadros graves, o CPAP costuma ser a primeira opção, mas o aparelho intraoral pode ser considerado em circunstâncias selecionadas. A gravidade da apneia, isoladamente, não determina a indicação. É necessário avaliar o paciente como um todo.
Quais condições odontológicas precisam ser avaliadas?
Antes de iniciar o tratamento, o cirurgião-dentista analisa aspectos importantes para a utilização segura do dispositivo. Entre eles estão:
Condição dos dentes e do suporte periodontal.
Saúde da articulação temporomandibular.
Mobilidade e capacidade de avanço da mandíbula.
Características da mordida.
Presença de restaurações, próteses ou implantes.
Possíveis fatores que dificultem a adaptação ou o uso contínuo.
Essas informações ajudam a determinar se o paciente pode utilizar o aparelho e quais características o dispositivo deverá apresentar.
Como é realizado o tratamento?
O tratamento não consiste apenas em confeccionar e entregar um aparelho. Ele envolve diferentes etapas.
1. Diagnóstico médico
O primeiro passo é investigar a presença de apneia obstrutiva do sono e compreender suas características. O diagnóstico é médico e pode envolver avaliação clínica e exames específicos, como polissonografia, conforme a indicação.
2. Avaliação odontológica
Com o diagnóstico e a indicação terapêutica, o cirurgião-dentista realiza uma avaliação das condições bucais, dentárias, musculares e articulares.
3. Planejamento e confecção
O dispositivo é planejado individualmente, utilizando registros clínicos e modelos obtidos por moldagem ou escaneamento digital, conforme o caso.
4. Adaptação e ajustes
Após a instalação, o avanço mandibular pode ser ajustado progressivamente. Esse processo, chamado de titulação, busca uma posição que proporcione controle adequado dos eventos respiratórios, respeitando o conforto e a tolerabilidade do paciente.
5. Verificação dos resultados
A melhora do ronco ou da disposição durante o dia é importante, mas não confirma, isoladamente, que a apneia esteja controlada. Por isso, o acompanhamento médico e a realização de exames do sono com o aparelho em uso são importantes para verificar a eficácia do tratamento.
6. Acompanhamento de longo prazo
O uso do aparelho intraoral é contínuo e, com o tempo, alterações dentárias e oclusais podem ser observadas em alguns usuários, sendo esse, um possível efeito colateral. Consultas periódicas permitem avaliar o aparelho, monitorar a saúde bucal e acompanhar a estabilidade dentária e oclusal.
O aparelho intraoral elimina a apneia do sono?
O aparelho intraoral é uma modalidade de tratamento, não uma garantia de eliminação da doença. A resposta varia entre pacientes e depende de fatores como anatomia das vias aéreas, características da apneia, adaptação, uso consistente e acompanhamento. O objetivo é alcançar o melhor controle possível dos eventos respiratórios, com uma estratégia individualizada e monitorada.
Odontologia do Sono em Moema: atuação do Dr. Rafael Balsalobre
Na Clínica Balsalobre, em Moema, São Paulo, o Dr. Rafael Balsalobre, CRO-SP 85.332, atua na área de Odontologia do Sono, com atenção especial ao tratamento odontológico de pacientes com ronco e apneia obstrutiva do sono.
O atendimento considera a integração com médicos, a avaliação individualizada e o acompanhamento periódico do paciente. A escolha do aparelho e a condução do tratamento devem respeitar as particularidades de cada caso.
Perguntas frequentes
O aparelho intraoral pode substituir o CPAP?
Em determinados pacientes, pode ser uma alternativa. A decisão depende da avaliação médica e odontológica, das características da apneia e da resposta ao tratamento.
O aparelho intraoral também pode tratar o ronco?
Sim, em pacientes selecionados. Antes da indicação, é importante investigar se o ronco está associado a apneia obstrutiva do sono.
É necessário fazer polissonografia antes de usar o aparelho?
Sim! É necessário estabelecer o diagnóstico médico adequado. Para isso, diferentes exames do sono, como a polissonografia, podem ajudar no diagnóstico correto.
O aparelho intraoral precisa ser ajustado?
Sim. Muitos dispositivos permitem ajustes graduais do avanço mandibular para buscar equilíbrio entre eficácia, conforto e tolerabilidade.
Aparelho ortodôntico e aparelho intraoral (AIO) são a mesma coisa?
Não. O aparelho ortodôntico tem como objetivo principal atuar sobre o posicionamento dos dentes. O aparelho intraoral de avanço mandibular (AIO), utilizado no tratamento do ronco e da apneia obstrutiva do sono, posiciona a mandíbula durante o sono para favorecer a passagem de ar. São dispositivos com indicações diferentes, e essa avaliação é feita individualmente.
O atendimento é particular? É possível solicitar reembolso?
O atendimento é particular. Dependendo do plano contratado, o paciente pode solicitar reembolso diretamente à operadora, de acordo com as condições e regras do seu contrato.
Quem faz o tratamento com aparelho intraoral em Moema?
O Dr. Rafael Balsalobre realiza avaliação e acompanhamento odontológico de pacientes com indicação de aparelho intraoral na Clínica Balsalobre, localizada na Avenida Moema, 170, conjunto 54, São Paulo.
Avaliação para aparelho intraoral em Moema
Se você recebeu diagnóstico de apneia obstrutiva do sono ou foi encaminhado por um médico para avaliar o uso de aparelho intraoral, entre em contato com a Clínica Balsalobre para obter informações sobre o atendimento.
Dr. Rafael Balsalobre — CRO-SP 85.332
Cirurgião-dentista - Faculdade de Odontologia de Bauru (USP).
Mestre em Ciências da Saúde - UNIFESP.
Doutorando pelo departamento de Neurologia / Neurociência, setor NeuroSono - UNIFESP
Membro da Diretoria da ABROS - Tesoureiro da diretoria executiva , 2025/26
Preceptor afiliado do Grupo NeuroSono - UNIFESP.
Clínica Balsalobre. Av. Moema, 170, Conj. 54, Moema, São Paulo – SP.

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